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As enchentes que atingiram Montenegro, causaram prefuízo de aproximadamente R$40 milhões, de acordo com a Defesa Civil. E também reacenderam a discussão sobre o que pode ser feito para evitá-las. Um estudo realizado em 2014 e pago pelo governo do Estado, apontou alternativas para minimizar os efeitos das enxurradas. E entre diversas alternativas propostas, a população optou, por meio de votação, pela construção de diques e corta-rios.
O projeto elaborado pela empresa Engeplus tem alcance regional, beneficiando também as comunidades de São
Sebastião do Caí, Pareci Novo e Harmonia. A implantação exige um aporte inicial de R$60 milhões, mas a realização de todas
as obras previsatas pode chegar a R$370 milhões. É muito dinheito, que terá de ser buscado junto ao governo federal
mas o prefeito de Montenegro, Luiz Americo Alves Aldana, tem sérias dúvidas sobrre a validade da iniciativa.
Durante a campanha eleitoral, a maioria dos candidatos se preocupou muito mais com os ataques pessoais
do que com a apresentação de propostas para a solução dos principais problemas da cidade. O tema das cheias
foi negligenciado pelos aspirantes ao Palácio Rio Branco, mas o então candidato Aldana chegou a dizer, em dois debates,
que ao inves da construção dos diques e corta-rio, o melhor seria criar mecanismos que facilitem o convívio com as águas.
Apesar dos prejuízos contabilizados nesta semana, o prefeito mantém a mesma opinião. Aldana lembra, em primeiro lugar, que os estragos
são fruto de décadas de ocupação irresponsável das áreas mais baixas da cidade. "Este é o primeiro ponto a atacar. O novo
Plano Diteror do Município inibe as edificações nestas áreas alagáveis. A Prefeitura tem o dever de fiscalizar o cumprimento
desta lei", adianta.
O prefeito acredita que o maior problema não é a ebchente em si, mas a obstrução do fluxo das águas, seja pelo entupimento
dos canos, seja pelo diâmetro reduzido, que não dão vazão suficiente para um rápido escoamento. "Tanto isso é verdade
que praticamente não ocorreram problemas nas imediações do Arroio da Cria, no bairro Aeroclube, que foi limpo, e ao longo do
Arroio São Miguel, recentemente canalizado", afirma.
Aldana espera, em pouco tempo, resolver uma boa parte desses problemas, através da troca de canos nos locais mais castidagos
pelos alagamentos e por meio da limpeza dos arroios e sangas. Embora sejam mais visíveis no perímetro urbano,
ocorrências semelhantes foram registradas no interior. "Um agricultor chegou a perder em torno de 60 mil
aves pois o acesso aos galinheiros ficou alagado e não houve como levar a ração", revela.
"Isso não pode mais acontecer", acrescenta prometendo ações imediatas neste sentido.
A Administração Municipal mapeou praticamente todos os locais onde foram verificadas inindações e prometea agir rápido para eliminar os problemas. "Se trabalharmos cada caso, desobstruindo as redes e ampliando a canalização p número de ocorrências vai diminuir. Isso não acaba com a enchente, mas fará com que a águasuba menos e escoe mais rápido, reduzindo estragos e transtornos", aposta o prefeito.