"Não há garantias de solução"

Prefeito Aldana acredita que projeto da Engeplus não é a solução.

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De acordo com o estudo da Engeplus, empresa contratada pelo governo do Estado em 2014, a construção de diques fora da cidade e corta-rio contemplará a diminuição das cheias em Montenegro, Pareci Novo, São Sebastião do Caí e em Harmonia.
A sugestão é a construção de uma estrutura de 4,5 metros de altura, com extensão de 4,9km, fora da cidade. Ela acompanharia um canal de escoamento (corta-rio) de 6,5m de profundidade ´pr 50m de largura e extensão de 1,3km, que seria escavado na área rural de Capela de Santana.

A medida protegeria uma área de 980 hectares, o que daria 9,8 milhões de metros quadrados, ou 980 campos de futebol. As medidas de proteção beneficiariam uma população de 7,4 mil pessoas, e 3.627 edificações estariam livres das águas. Para manter a navegação, seria construído um sistema de exlusas e comportas, que serviriam também para controlar o nível do rio durante as cheias. As comportas desviariam as águas através do corta-rio e manteriam o nível no perímetro urbano sempre estável.
As esclusas, que são sistemas de elevação do nível semelhantes ás do Canal do Panamá, permitiriam que grandes embarcações passassem pelos locais onde o dique foi construido. Também seria construída uma grande estação de bombeamento de água, com vazão de 364 mil litros por hora.

 

O valor inicial informado pelo relatório é de R$41,8 milhões, incluindo os projetos, obras e adequações. Atualizados, porém, estes custos devem passas dos R$60 milhões e o projeto todo, segundo a Administração, alcançariam R$400 milhões.
Ainda que a construção dos diques e do canal corta-rio fosse viável do ponto de vista financeiro, o prefeito Aldana não acredita que o investimento acabará de fato com as inundações provocadas pelo Rio Caí. "Ninguém nós dá esta garantia", afirma.

O chefe do Executivo alerta que existem outras ponderações a serem feitas. Com as obras e a impossibilidade do Rio derramar sobre o perimetro urbano, a água seria represada para outros locais. "Não sabemos para onde e quais as consequências dessa ação. Em Canoas, com a construção da BR-448, vários bairros passaram a sofrer com enchente. Não existe mágica, a água vai para algum lugar", observa. Ainda que parte dela fique retida no canal corta-rio, segundo o prefeito, é preciso ter a certeza de que não haverá conseguências para a captação de água pela Corsan, por exemplo.
Ao invés do projeto concebido pela Engeplus, o governo propõe outras medidas mais baratas e exequíveis no curto e médio prazo. Entre elas, a dragagem do leito do rio, removendo a areia que está em seu fundo, aumentando o calado. Isso permitiria também um maior aproveitamento do manancial para a navegação e transporte de cargas.

O prefeito alerta que é preciso ser muito responsável. "A maioria das pessoas estão habituadas ás enchetes, as casas foram construídas para enfrentá-las. E neim querem sair de lá. Se conseguirmos diminuir o tempo de duração das inundações e atender bem a estas famílias, talvez não se precise mexer no leito do Rio e construir bareiras cuja segurança é impossivel garantir", conclui Aldana.